Bate no peito e diz “dá que eu resolvo”

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Tenho pensado a algum tempo em como essas pessoas que – dentro das empresas – topam qualquer parada. Pessoas que lhes é entregue um sistema totalmente desajustado e dizem “dá pra mim que eu vou encarar o desafio”. Tenho pensado também quanto essas pessoas estão colaborando para o progresso das empresas.

Em TI a maior parte do tempo se passa dando manutenção em sistemas. Sistemas de informação já no seu nascedouro demandam manutenção. Funcionando bem como que uma máquina humana, precisa de alimento, ajustes para funcionar melhor. Hoje não sou nada parecido com o modelo que foi entregue em 1976.

Mas voltando ao tópico desse artigo, quem são esses caras que tem um peito enorme? quem são esses Rambos da selva e porque as empresas precisam deles? Entendo que em situações de pânico quem bate no peito e chama a responsabilidade pode ser importante, entretanto muito exclusivamente nestes momentos. Você há de convir comigo. Esses caras não mudam nada dentro da empresa. O que eles geram de valor a não ser o desafogar de um gerente desesperado?

Entendo que tomando uma atitude dessas o profissional não está mais preocupado com o bem estar do ecossistema da empresa do que com seu próprio “egosistema”. Não alertar do problema endêmico que o software pode estar aparentando é uma falha grave ao meu entender. Não alertar o gestor nem o grupo é um erro grasso; viver consertando os erros dos outros não é uma forma descente de se viver.

Há também o cado de outros que simplesmente não curtem trabalhar em pares. “Não, deixa que eu faço aqui, depois eu te mostro, isso não é necessário ter duas pessoas fazendo, pra que?” na vida humana não houve um caso em que uma grande descoberta não foi precedida de um trabalhe em equipe. Diga-se de passagem o Einstein com sua esposa e outros mais. Como dizia o célebre Isaac Newton: “Se cheguei até aqui foi porque me apoiei no ombro dos gigantes”.

Mas é claro que você adora compartilhar seus conhecimentos, chama pra sua mesa pra mostrar o que aprendeu. É claro que você tenta puxar em sua companhia um ambiente mais colaborativo, onde as responsabilidades e os lucros são compartilhados entre os que lutaram pelo sucesso. É óbvio que você desenvolve pensando nas futuras gerações de programadores, nos programadores junior que acabaram de chegar na empresa com todo seu receio e falta de experiência. Você liga pro seu amigo que está na sala ao lado pra perguntar se ele está precisando de algo, se podiam criar algo melhor pro ambiente de desenvolvimento.

Não. Este artigo não é para você. Você já é um cara sensacional, você consegue escalar o everest sozinho; senhor Rambo.

@ezequiasrocha